/ Guia Técnico
A alvenaria estrutural é um sistema construtivo racional, portanto mais econômico que os sistemas construtivos tradicionais. A alvenaria estrutural é apropriada, sobretudo, para edifícios em que o pavimento seja subdividido em cômodos cujas dimensões quem em torno de 4 a 5m. Vãos moderados não permitem que se desenvolva excessivas concentrações de cargas verticais, que, caso ultrapassem a capacidade de carga da parede, levam o projetista de estruturas a reforçá-las, lançando mão do uso de grautes nestes locais.
O equilíbrio entre as orientações das paredes, nas direções principais do edifício, deve compor um arranjo de tal maneira que se obtenha, de um lado, o melhor desempenho da estrutura e, de outro, o desenvolvimento adequado da resistência aos esforços horizontais em ambas as direções.
O projeto de produção de alvenaria, resultado da compatibilização dos projetos de arquitetura, estrutura, instalações e técnicas construtivas, reúnem as informações necessárias para que a equipe de produção o utilize como ordem de serviço. O seu conteúdo deve completar todos os serviços que serão executados simultaneamente à elevação da alvenaria.
O projeto deve apresentar desenhos técnicos contendo plantas das adas diferenciadas, exceto na altura das aberturas, e as elevações de todas as paredes. Em casos especiais de elementos longo repetitivos (como muros, por exemplo), plantas e elevações podem ser representadas parcialmente. Sempre que presentes devem ser apresentados: localização dos pontos grauteados e armaduras, detalhes da amarração das paredes e posicionamento das juntas de controle e de dilatação. As especificações de projeto devem conter as resistências características dos primas e dos grautes, as classes das argamassas, assim como a categoria, classe e bitola de aços a serem adotados. Também podem ser apresentados os valores de resistência sugeridos para os blocos de forma que as resistências de prisma especificadas sejam atingidas.
A partir desta planta, inicia-se a distribuição dos blocos da primeira fiada, tomando-se como base uma extremidade. Segue-se desenhando sucessivamente módulos de 29cm + 1 cm de junta até os encontros de paredes, onde deverão ser observadas as amarrações – padrão. Deve-se seguir até o fechamento total externo da edificação.
Em algumas situações será necessário utilizar o bloco BE45 fora da zona de amarração.
Um dos padrões mais comuns na construção de edifícios é o que emprega quatro apartamentos por pavimento. Nesse caso, assim como em muitos outros, deve-se começar fazendo a modulação de um dos apartamentos. Uma vez que esta planta esteja completamente modulada, basta então rebatê-la em função de seus eixos de simetria e completar a modulação das paredes restantes, hall comum, escada e elevadores. Esta planta será utilizada na etapa da obra denominada “marcação” da alvenaria e tem como principal finalidade fornecer dados para a execução da primeira ada de blocos. Esta planta também é imprescindível na elaboração das plantas de elevação de paredes. Elaborada em escala 1:50, a planta deve conter as seguintes informações:
A amarração efetiva das paredes é um ponto determinante na execução da alvenaria. Com a utilização dos blocos BE15, BE30 e BE45, garante-se o intertravamento das unidades de alvenaria de forma simples e lógica, em todas as situações. Isto é, uma sequência padronizada que representa a disposição dos blocos para cada uma das amarrações mais comuns, e também sua disposição em duas fiadas (fiadas pares e fiadas ímpares).
Esse tipo de modulação é também bastante utilizado, mas tem o inconveniente do comprimento não ser proporcional à largura do bloco. Para ser possível a amarração direta entre paredes é necessário a utilização dos blocos 14x19x34cm e 14x19x44cm. As dimensões dos cômodos são, na maior parte múltiplas de 20cm, havendo alguns casos em que as dimensões ficam diminuídas de 5cm;
ABNT NBR 15.270-1 Componentes cerâmicos ― Blocos e tijolos para
alvenaria
Parte 1: Requisitos
ABNT NBR 15.270-2 Componentes cerâmicos ― Blocos e tijolos para
alvenaria
Parte 2: Métodos de ensaios
ABNT NBR 16.868-1 Alvenaria estrutural
Parte 1: Projeto
ABNT NBR 16.868-2 Alvenaria estrutural
Parte 2: Execução e controle de obras
ABNT NBR 16.868-3 Alvenaria estrutural
Parte 3: Métodos de ensaio
ABNT NBR 15.575 Edificações habitacionais – Desempenho
Absorção inicial média:
9x19x29
Face de assentamento 1 = AAI (g/194cm2/Min) = 16,1
Face de assentamento 2 = AAI (g/194cm2/Min) = 43,7
Face de revestimento 3= AAI (g/194cm2/Min) = 18,8
9x19x39
Face de assentamento 1 = AAI (g/194cm2/Min) = 21,1
Face de assentamento 2 = AAI (g/194cm2/Min) = 43,1
Face de revestimento 3= AAI (g/194cm2/Min) = 13,6
11,5x19x39
Face de assentamento 1 = AAI (g/194cm2/Min) = 30,1
Face de assentamento 2 = AAI (g/194cm2/Min) = 52,7
Face de revestimento 3= AAI (g/194cm2/Min) = 18,0
14x19x29
Face de assentamento 1 = AAI (g/194cm2/Min) = 19,1
Face de assentamento 2 = AAI (g/194cm2/Min) = 50,2
Face de revestimento 3= AAI (g/194cm2/Min) = 19,5
14x19x39
Face de assentamento 1 = AAI (g/194cm2/Min) = 19,6
Face de assentamento 2 = AAI (g/194cm2/Min) = 40,6
Face de revestimento 3= AAI (g/194cm2/Min) = 13,8
19x19x29
Face de assentamento 1 = AAI (g/194cm2/Min) = 16,0
Face de assentamento 2 = AAI (g/194cm2/Min) = 45,9
Face de revestimento 3= AAI (g/194cm2/Min) = 10,3
19x19x39
Face de assentamento 1 = AAI (g/194cm2/Min) = 16,1
Face de assentamento 2 = AAI (g/194cm2/Min) = 45,8
Face de revestimento 3= AAI (g/194cm2/Min) = 15,9
Componentes com absorção de água inicial (AAI) que excedam 30 g/193,55 cm2/min devem ter o índice reduzido abaixo deste valor por molhagem, antes do uso no assentamento ou antes de ser executado o revestimento, de forma a melhorar a sua eficiência.
ABNT NBR 15.270:2023